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Claúdio Naranjo

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que sou e o que posso ser.


Sou uma pessoa muito persistente, não desisto fácil de algo que quero e dou sempre o melhor de mim em tudo o que faço. Gosto muito de ajudar as pessoas, faço isso com muita facilidade e frequência.
Sou uma pessoa do tipo 2, mas para fazer essa descoberta, voltei a uma época muito dolorosa, a minha infância, a qual guardo mágoas até hoje. Quando tinha 10 anos de idade minha mãe teve um grave problema de saúde e nesse momento o meu pai nos abandonou. Guardei a minha dor e tristeza, achava que naquele momento minha família precisava de mim, então assumi uma postura de pessoa forte e responsável que ia cuidar da família, me sentia muito satisfeita quando sabia que era eu que assumia essa tarefa, isso é assim até hoje, me tornei uma pessoa dedicada e responsável, ajudo a todos, porém não gosto de ser ajudada, faço o possível para resolver minhas coisas sozinhas sem precisar dos outros. Mal sabendo eu que a pessoa que mais precisa ser ajudada sou eu mesma. Essa ajuda deve partir de mim mesma, tendo autoestima e cuidando de mim antes de cuidar do outro.
Eu achava que ajudava somente por generosidade até conhecer o eneagrama, a partir dele descobri que ajudo, não sei dizer não, estou sempre disposta a oferecer um ombro e estender a mão quando necessário, mas quando as pessoas não reconhecem o que faço me chateio bastante.
No meu pior estado de desintegração me torno autoritária, me reclamo bastante e penso, faço tudo pelos outros e ninguém faz nada por mim, nada do que planejo e quero dá certo, mal sabendo eu que ninguém tem nada a fazer por mim. Essa tarefa cabe a mim mesma.
Descobri que devo cuidar de mim, antes de me doar para alguém. Quantas vezes em algum esqueci dos meus desejos e vontades para ajudar o outro? Sem parar para pensar se aquilo realmente era bom pra mim, se realmente estava ao meu alcance.
Às vezes ofereço ajuda sem nem mesmo ser solicitada. Procuro me mostrar sempre como uma pessoa forte, batalhadora, que está presente em todos os momentos e pronta para resolver todos os problemas. É assim que minha família me vê. No entanto, por trás dessa fortaleza se esconde uma pessoa carente, que também se entristece e que chora, mas em nenhum transparece essas fraquezas.
Hoje procuro adormecer mágoas do passado, mas ainda não consegui, nos momentos de dificuldade relembro o que já passei, mas para vencer isso, busco nessas lembranças ruins o confronto com o presente, no qual vivo com paz e conforto e encontro o alívio.
Busco seguir as dicas que o prof. Roberto oferece, vou cuidar mais de mim e entender que as pessoas conseguem viver sem minha ajuda, que isso foi uma máscara que eu mesma criei para acreditar que assim seria reconhecida e amada pelos outros.
Descobri que não vale a pena esperar o reconhecimento de ninguém, devo me amar para poder amar o outro e o reconhecimento que tanto espero das pessoas, posso encontrar dentro de mim mesma, é o amor próprio e que muitas vezes em prol do outro acabei deixando de lado. Inspirada no eneagrama, hoje busco me alicerçar em uma frase e deixo como referência para todas as pessoas do tipo 2.

"Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores".
William Shakespeare


Me chamo Ângela tavares moro no distrito de Jamacaru, Missão Velha-CE
Tenho 22 anos, curso o 2º semestre do curso de biologia-URCA.

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