Ao passar das aulas sobre o eneagrama, participei de todas ansiosa pelo momento em que descobriria o tipo de minha personalidade, foi quando o professor Roberto expões o tipo 1, ao ler os tópicos do teste, notei que essa personalidade tinha haver comigo, mas a confirmação veio por ter acontecido como ele havia descrito, que sua personalidade seria a que você sentisse incomodo, como se todos olhassem lhe apontando, e foi o que aconteceu e realimente alguns amigos apontaram.
No que ele ia explicando, vinha em minha mente recordações de alguns momentos da infância, onde me lembrei como eu era uma criança alegre, extrovertida e despreocupada de responsabilidades dos adultos, mas lembrei também que meus pais sempre controlavam o que fazia, nunca deixavam que me divertisse, não apenas pelo que o professor falou por dever me tornar uma filha modelo, mas por que na infância tive muitos problemas de saúde que me impediam de fazer o que as crianças na minha idade faziam, os meus pais sempre procuravam me proteger. Outro ponto, é o fato de ser a filha mais velha, quando tinha por volta dos meus nove para dez anos minha mãe retornou aos estudos, me deixando para cuidar dos meus irmãos, então com isso me tornei responsável bem mais rápido do que deveria ser. Lembro-me que eles nunca decidiam o que queriam de mim, hora me diziam que era jovem demais para tomar certas decisões, expor minhas opiniões, hora muito velha para agir como criança e isto costumava me confundir.
Em relação à asa que desenvolvi, acredito ter sido a tipo 2, pois me preocupo demais em cuidar dos outros, principalmente das minhas irmãs , ainda hoje as trato como se fossem minhas filhas, as vezes chego a ser insuportável, como elas dizem, por me preocupar em protegê-las exageradamente. Em alguns momentos penso que me importo tanto com os outros que acabo esquecendo de mim. Acredito ter desenvolvido está personalidade auxiliar, por ter cuidado dos meus irmãos quando mais jovem.
Algo continua a me perturbar, pois apesar de ter descoberto a minha personalidade, continuo presa a ela, não consegui me libertar, deixar de me cobrar tanto. Os meus amigos falam que devo relaxar, mas não consigo parar, fico perguntando se sou capaz de mudar.
BOA TARDE
TEXTO DE JOSEFA NAGYLA PEREIRA SANTOS,NASCIDA EM 16/05/1990;
2° SEMESTRE DO CURSO DE CIENCIAS BIOLOGICAS- URCA;
APRESENTADO NA CADEIRA DE PSICOLOGIA, TURNO NOITE
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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