URCA

URCA
Biologia

URCA

URCA
Biologia

URCA

URCA
Geografia - Noite

URCA

URCA
Geografia - Manhã

URCA

URCA
Direito

URCA

FAFIDAM

FAFIDAM
FAFIDAM

FECLESC -UECE

Eneagrama

Eneagrama

Claúdio Naranjo

Claúdio Naranjo
Clique na foto

Eneagrama para o Ser tão

Eneagrama para o Ser tão

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quem sou eu?

“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos.” (O pequeno Principe, de Antoine de Saint-Exupéry)

Introdução

O presente trabalho visa expandir a capacidade de alcance do olhar, quando o voltamos para nós mesmos, e não somente para o outro, ao qual apontamos o olhar e o dedo carregados de preceitos, que são o resultado das barreiras que não conseguimos quebrar sem antes mergulharmos no nosso próprio eu.

Quem sou eu?

Década de 90, de características marcantes, conflitos surgiram e vários outros cessaram, utopias ganhavam vida, a esperança do terceiro milênio tomava mais força e consistência. O início desta década foi marcado pela divisão do mundo em duas partes completamente distintas e simbolizadas pela construção de um muro. A partir da queda do muro, escolheram um “novo mundo”, ao qual uma criança iria nascer meses depois sem a mínima possibilidade de escolha. A outra metade, a derrotada, fora narrada como um sistema militar, opressor, fechado e antidemocrático, construindo-se a idéia de que estávamos inseridos no melhor e mais perfeito sistema possível.
Em meio à explosão do processo de desenvolvimento tecnológico e de globalização, no interior do Ceará, em 11 de abril de 1990, na pacata cidade de Iguatu, nasceu o ultimo de uma prole de quatro irmãos, este ser tão inocente que prefiro referir-me em terceira pessoa, pelo menos por enquanto.
Esta criança nasce no ano em que a sua cidade muda o foco de subsistência. A grande produção de algodão chega ao fim por conta de uma praga e dá espaço à pecuária e ao processo de expansão industrial e comercial jamais vistos anteriormente. Ela foi criada também num meio novo, de uma forma mais didática e menos rígida em relação aos seus pais e até mesmo aos seus irmãos mais velhos.
O pequeno garoto cresceu, amadureceu, começou a ter mais responsabilidades, ficava em pânico só de pensar na possibilidade de o mundo chegar ao fim no início do terceiro milênio (pobre inocente preso em lendas e crendices populares); ele também chorou o 11 de setembro e seis meses depois decepcionou-se por tomar consciência da outra parte da guerra em uma aula de história. Ele teve medo na grande enchente de 2004, chorou em vários episódios de catástrofes naturais, de violência, emoções essas incitadas com a ajuda da imprensa sensacionalista.
Foi um menino normal, que brincava ou estudava enquanto a sua mãe assistia as novelas mexicanas. Este já foi muito cobrado, por isso que ele próprio se cobra tanto hoje em dia. Contudo, tem qualidades como a busca pela verdade, pela justiça, quesitos estes que o renderam grandes e verdadeiros amigos, os quais são muito responsáveis por uma boa parte do que ele é hoje, das suas idéias e suas ações.
O seu gosto pelas artes e pela literatura lhe dá a versatilidade quando fala e escreve. Todavia, busca o os momentos corretos de expressar-se, escuta muito bem antes de posicionar-se sobre algo, mesmo muitas vezes parecendo ser egocêntrico e arrogante quando se impõe demais. Neste caso atrevo-me a defendê-lo, pois a forma arrogante só acende quando o menino está inserido no que outrora condenara, pois tudo o que ele não quer ser, é demagogo.
Seu perfeccionismo e senso de cobrança contínuo o levam a pensar várias vezes antes de tomar alguma atitude. Para ser sincera, tal senso por muito se apresenta mais forte do que ele próprio. Frustra-se por ter defeitos e por muitas vezes não conseguir corrigi-los. Os sentimentos geralmente são maquiados pelo jeito certinho e até mesmo moralista. Ele finge que nada o atinge, enquanto é capaz de perder uma noite de sono por conta de uma única palavra.
Este menino continua sendo um simples menino, um garoto que ama a sua família, seus amigos e a sua vida, que surpreende a si e aos outros pelas suas ações, aliás, essa é uma das características mais próximas do mesmo para com seu meio, pois as duas facções são metamorfoses ambulantes, como diria Raul Seixas. Este garoto não sou eu, e sim um constructo constante, e eu não sou quase nada, no máximo um pequeno momento, serei outro quando estiver entregando este trabalho, e outro quando o estiver recebendo, afinal somos filho de cronos, e regidos por este temperante ser coercitivo.

Eneagrama / Lecionar

Sobre este tema, é importante ressaltar que a partir do momento que quebramos tal barreira e conseguimos perceber as nossas características e como estão diretamente ligadas as nossas escolhas, modo de pensar, agir e sentir, visualiza-se o quão salutar é o conhecimento do eneagrama para se trabalhar com as pessoas.
O eneagrama não é algo distante a nossa realidade, pelo contrário. Se o tivesse conhecido na época do ensino médio, ápice da adolescência, das dúvidas e inquietações, com certeza aprenderia a tratar com maior maestria os problemas, os conflitos com familiares e até mesmo com os amigos, pois o eneagrama proporciona justamente isto, mai um passo maturacional, na tentativa de chegar mais próximo do próprio eu.
A aplicação do eneagrama é também salutar para o trabalho em equipe, à percepção e à sensibilidade para com o outro. O indivíduo começa agora a relativizar ações e posicionamentos que antes para ele eram radicais e extremas. Na adolescência, o “eu” centro do mundo, daria espaço ao “eu” que também percebe o outro, que sabe trabalhar em equipe, e que se socializa com maior facilidade.
Quando não conhecemos o outro e nem mesmo nos conhecemos, abrimos espaço para a intolerância, egocentrismo e à razão radicais. Em conseqüência de tal fato, continuamos submersos em uma realidade instintiva e insensível, que só poderá ser quebrada com educação e auto-conhecimento.

Conclusão

Conclui-se este trabalho com a certeza de que o que somos nada mais é do que a postura e as escolhas que temos e tomamos diante da vida. Todavia tais escolhas e posturas estão arraigadas a vários outros fatores.
Temos a dádiva da inconstância e da imperfeição, suprimos a beleza do poder errar e do aprender com as escolhas erradas, e porque não dizer visualizar-se e aprender com os erros dos outros?
A excelência de se conhecer é alcançada por poucos. Estes terão a supremacia da experiência, e não somente do conhecimento científico-acadêmico.

Universidade Regional do Cariri
Curso História
Professor: Roberto
Aluno: Cleilson Queiroz Lopes
Crato,Março de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário