quinta-feira, 23 de junho de 2011
Minha Personalidade
Sendo a personalidade uma máscara, armadura que adquirimos na infância com a convivência familiar; quando alcançamos a fase adulta transmitimos tal personalidade baseada nas interpretações de situações vivenciadas quando criança.
O estudo sobre eneagrama permitiu-me um autoconhecimento profundo, me fez compreender minhas atitudes mostrando o caminho para lidar com os pontos fracos visando sempre melhoria contínua.
No decorrer das aulas sobre os tipos de personalidade fiquei bastante ansiosa, queria descobrir logo qual seria o meu tipo. Pois bem, não fiquei em dúvida entre dois ou três tipos, não, de primeira com as explicações sobre traços, características, atitudes e forma de ser que a pessoa do tipo 2 possui me tocou profundamente, tive uma nítida impressão de que alguns olhares vinham em minha direção me apontando. Mera impressão!Pois ninguém percebeu, ou melhor, as pessoas que fazem parte da minha vida afetiva nem desconfiam que eu as ajudo e me doou buscando conquistar a atenção e o amor das mesmas.
Eu sempre me coloco a disposição dessas pessoas, em especial das que fazem parte da minha vida afetiva. Faço de um tudo por elas, porém quero que elas reconheçam fazendo o mesmo por mim. Basta apenas um telefonema pedindo minha ajuda, um favor, que eu não penso duas vezes, procuro logo realizá-lo. Ás vezes deixo de fazer algo de importância para mim e atendo a um pedido delas.Há momentos que penso que não tenho nenhuma importância para essas pessoas,e que só passarei a ter se ajudá-las.
Na infância quando tinha meus 8,9,10 anos a forma que minha mãe demonstrava sentir carinho por mim era diferente;contava-se os carinhos em forma de abraços e beijos,não dialogava muito comigo;mas cuidava de mim perfeitamente;da minha educação,alimentação e saúde.Ela adorava saber que eu era comportada na escola,só tirava notas excelentes;então eu estudava,me dedicava bastante,comportava-se em todos os lugares pois eu sabia que isso a agradava.Além disso eu passei a ajudá-la no zelo da casa,já que só quem trabalhava era meu pai,e ela me elogiava bastante,eu adorava receber elogios dela;essa foi a forma que eu encontrei de suprir minha carência de carinho e afeto.Meu pai pelo contrário,demonstrava seu carinho claramente;me levava para passear,dialogava comigo,assistíamos desenhos juntos,mas era por pouco tempo pois ele trabalhava o dia inteiro então minha convivência era mais com minha mãe.
Hoje eu sei que ela me amava e me ama muito, só não tinha muito jeito de demonstrar; meus pais são minha segurança. Tenho medo de perdê-los, ou melhor, temo em perder pessoas queridas que fazem parte do meu lado afetivo,então faço de um tudo para ajudá-las e não perdê-las!
Estou me trabalhando, buscando situar-se no meu ponto de integração, acreditar mais em mim, descobrir minhas necessidades e se desenvolver procurando fazer o bem sim, mas visando á pessoa a quem ajudo, e não tanto o reconhecimento.
Ana Raquel Domingos da Paz, 19 anos
Curso: Biologia
URCA
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