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Eneagrama

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Claúdio Naranjo

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Eneagrama para o Ser tão

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eneagrama


Durante as aulas de psicologia onde nos foi apresentado o eneagrama, fiquei buscando qual seria o meu tipo. Fiquei um pouco decepcionado pois a princípio não consegui me identificar totalmente com nenhum dos 9 tipos. Entretanto nas últimas aulas quando o professor Roberto falou da sua própria história de vida e revelou o seu tipo no eneagrama foi que eu consegui me identificar dentro do eneagrama. Foi preciso retornar a minha infância e resgatar alguns traumas que vivi para poder entender como encontrar o meu tipo. Sou de uma família pobre, morávamos na periferia da cidade, no Bairro do Seminário, exatamente na Rua “Diógenes Frazão”, porém essa Rua tinha um nome no passado que era “Misericórdia”. Isso mesmo misericórdia, não sei por que tinha esse nome, mas a fama da Rua não era das melhores, acho que por isso nossa mãe não permitia que saíssemos na Rua para brincar, só podíamos sair para a escola, ou seja, até os 12 anos nosso mundo se limitava a escola e a nossa casa. Isso me proporcionou uma certa covardia e medo em relação ao mundo pois não enfrentava a realidade das ruas já que ficávamos muito presos em casa.
Vou tentar falar um pouco de mim e de meus complexos. Dos três irmãos eu era o mais gordo, e os gordinhos eram motivo de gozação, o meu cabelo era mito ruim, todo enrolado. Eu era muito ruim de bola, no colégio, acredito que era porque nossa mãe não permitia que a gente frequentasse os campinhos de areia como os outros garotos. Entretanto meus irmãos jogavam muito bem, então eu pensava: “Não nasci par jogar bola, não nasci com o cabelo bom e ainda por cima era gordo, ou seja, não nasci com sorte.” Além de todas essas coisas minha mãe me achava preguiçoso e distraído e todos os dias me dizia isso. Aquelas palavras me fizeram acreditar por muito tempo que eu era realmente inferior as outras pessoas.
Nossa família passou por um momento muito difícil, quando me pai ficou desempregado, tivemos que trabalhar muito cedo para ajudar nas despesas da casa. Essa condição de ter que trabalhar muito cedo nos deu um amadurecimento precoce, logo tivemos a responsabilidade no sustento da casa. Comecei a trabalhar exatamente com 15 anos na empresa de ônibus Viação Pernambucana. Para minha surpresa convivi com os mesmos problemas da minha infância, pois todos achavam que meu irmão que trabalhava comigo era mais inteligente do que eu, e que eu jamais aprenderia alguma coisa. No inicio isso me perturbava muito, mas depois me deu forças para tentar mostrar a todos que estavam enganados. Hoje continuo trabalhando na mesma empresa e sou chefe da manutenção e responsável pelo treinamento de motoristas, cobradores, mecânicos, eletricistas e serviços gerais.
Por isso acredito que meu tipo é o nove, pois as dificuldades da infância onde me achava ignorado e inferior em relação aos outros, desenvolveu em mim uma fuga dos conflitos e das mudanças, me tornou um pouco acomodado e preso à aquilo que tenho, não gosto, ou talvez tenha medo de mudar, já que trabalho na mesma empresa há 24 anos, sempre corto o cabelo no mesmo salão, só vou a mesma padaria, só gosto dos mesmos lugares, dificilmente vejo coisas ou experimento coisas novas. Entretanto me vejo um pouco no tipo oito, por que gosto que me vejam forte. Sou muito protetor, sou justo, gosto de controlar as situações, gosto de liderar, organizar e sou bastante fiel dos meus princípios. Tenho também afinidade com o tipo um, pois gosto muito de ambientes organizados, esforço-me para corrigir meus defeitos, sou muito auto-crítico, vivo me policiando nas minhas atitudes, e me chateio quando alguém fica magoado comigo, isso me deixa muito triste, prefiro que as pessoas me ofendam a magoar alguém. Sinto também que o tempo passa muito rápido e sempre fica alguma coisa por fazer. Portanto, o eneagrama é uma ferramenta fundamental no auto-conhecimento, pois com ele conhecemos nossos potenciais, nossas fraquezas e podemos a partir no seu estudo nos tornar pessoas mais completas no equilíbrio dos nossos relacionamentos mais equilibradas no individual, na maneira de como somos nós para nós mesmos, de saber que temos defeitos, e que esses defeitos podem ser trabalhados, mas que temos muitas qualidades e podemos aperfeiçoar essas qualidade.

Qual a contribuição do eneagrama para o educador?

O objetivo do eneagrama é? Conhecer-se e entender-se, ou seja, o professor ao entender e estudar o eneagrama poderá compreender melhor os outros, relacionar-se melhor diante as diferentes formas de comportamento. Isso colabora para que o professor consiga conviver com as diversidades tão distintas e tão singular de cada aluno. Alerta o professor e orienta e orienta para não rotular seus alunos e tentar compreender a partir do estudo do eneagrama o porquê do comportamento de cada aluno e como ele pode contribuir os pontos a serem trabalhados para o melhor desenvolvimento do aluno.
Com o estudo do eneagrama o professor irá descobrir que existem três tipos de inteligência: o emocional, o racional e a prática, cada um com suas características. Cada pessoa possui três tipos, mas na infância um deles foi reprimido. Diante dessa afirmação o professor da educação básica deve ter muito cuidado no método e na maneira de lecionar, ter cuidado com sua apresentação e que imagem ele passa para o aluno, pois aquele momento é muito importante na construção da personalidade e na visão de mundo que a criança tem. Cabe ao educador se aprofundar não só no eneagrama, mas em toda ciência, que estuda o desenvolvimento do comportamento. E que possa contribuir de forma positiva na sua missa de educador.

UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA
PROFESSOR: ROBERTO BRITO
ALUNO: JAQUES PAULO PEREIRA DA SILVA

Jaques Paulo Pereira da Silva, 39 anos

CRATO-MARÇO DE 2011

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