Através do estudo do eneagrama nas aulas de psicologia da educação, pude perceber que ninguém pode ser do apenas de um só tipo, ou seja, puro, mas que todos nós temos um pouco de todos os tipos, sendo que um dos nove tipos predomina em um determinado indivíduo.
Quando começamos o estudo com o tipo 2 do eneagrama, achei algumas coisas parecidas comigo, mas vi que a maioria dos aspectos daquele tipo não se encaixavam com minha personalidade e assim foi com o tipo 4, tipo 7, não gostei muito do tipo 9 e o interessante é que eu não sabia responder o porquê de tanta familiaridade com esses tipos ao mesmo tempo que não via predominarem mim nenhum deles.
No entanto, quando começamos a explorar o tipo 1, comecei a perceber a predominância desse tipo em minha personalidade. Assim, à medida que avançava, eu tinha a certeza que o tipo 1 era a minha personalidade predominante. Mas confirmando o que eu já tinha percebido antes e o professor tinha falado, ou seja, ninguém pode ser de um só tipo, pois vi que tinha coisas do tipo1 que não condizia com minha personalidade, porém, o mesmo era predominante.
Uma das coisas mais interessante que me chamou a atenção, foi os tipos de personalidades que tinham alguma relação com a minha como os tipos 2, 4, 7 e os que eu não via tanta relação como tipo 9, por exemplo. Esses tipos são exatamente minhas asas e meus pontos de integração e desintegração.
Aprendi na aula que minha asa desenvolvida é a personalidade do tipo 2 e que a asa que tenho que desenvolver é a personalidade do tipo 9, por isso, tenho uma certa antipatias por pessoas com esse tipo. E que o tipo 7, é meu ponto de integração e o tipo 4, meu ponto de desintegração, sendo que gosto mais de pessoas do tipo 4 que do tipo 7, pois temos mais momentos triste que alegres e que as pessoas do tipo 7 são aquelas que gostaríamos de ser, mas que nosso senso moral não deixa que isso aconteça, pois somos do tipo 7 de essência, mas que essa personalidade foi reprimida em alguma fase de sua vida, na infância principalmente, por algum motivo.
Devo lembrar que minha personalidade foi formada não por motivos ocorridos na infância, mas por acontecimentos ocorridos na minha adolescência.
Qual a importância do eneagrama para os educadores?
Como o eneagrama é o estudo da personalidade, as quais são nove tipos, é de grande importância o conhecimento do mesmo por parte dos educadores, pois com esse conhecimento o professor pode conviver com problemas que pessoas que não conhece o eneagrama dificilmente conseguiriam amenizá-lo, isso se tratando de personalidades que acarreta dificuldades nos relacionamentos entre alunos, por exemplo.
O educador que estuda o eneagrama tem a possibilidade de se conhecer, corrigindo-se em todos os aspectos e principalmente no que diz respeito ao ato de educar. Ele pode ter mais controle sobre si mesmo evitando as crises de stress, pois, todos nós sabemos que mesmo os professores estando fazendo o que gostam, eles são pessoas geralmente estão sobrecarregadas e por conta disso sempre têm crises de stress.
Em sala de aula os professores convivem com muitos alunos de diversas personalidades, sendo que ele não pode ignorar tão fato apenas dando aulas expositivas deixando de lado os sentimentos de seus educando. Assim, educador que conhece e estuda o eneagrama podem interagir mais facilmente com uma turma de alunos, pois se tratando de personalidade ele sabe como tratar todos no ambiente de aula.
Outro importante exemplo para que todo educador procure adquirir os conhecimentos do eneagrama, é nos casão em que os pais de alunos vêm à escola em busca de ajuda para ter um controle maior sobre sues filhos, devido já ter chegado ao ponto em que eles não sabem mais o que fazer. É aí que entra o educador com seu conhecimento sobre as personalidades em favor da reorganização do ambiente familiar.
Por fim, podemos dizer que o eneagrama é um conhecimento que os educadores podem manejá-lo em dos outros e de si mesmo, de maneira que, em certas situações problemáticas, ele pode fazer uso desse conhecimento para resolver ou amenizá-las, com o intuito de evitar que as mesmas ganhem grandes proporções. Como exemplo, podemos citar os problemas de relacionamento entre alunos devido a alguma antipatia entre ambos.
João Paulo de Amaral, 26 anos. 29/03/2011.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
quinta-feira, 23 de junho de 2011
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