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Eneagrama

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Claúdio Naranjo

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Eneagrama para o Ser tão

Eneagrama para o Ser tão

sábado, 15 de janeiro de 2011


Meu tipo: O dia no qual eu descobri meu tipo de personalidade através do Eneagrama foi quando o professor Roberto descreveu o tipo dois. Identifiquei-me bastante com muitas das características desse tipo, algumas se encaixam perfeitamente comigo, enquanto que outras não têm nada a ver.
Na infância: tive grande problema de carência por parte de mãe, pois ela me deixou com dois anos de idade sendo criada pela minha avó, a qual me deu uma boa educação e nunca me deixou faltar nada, mas mesmo assim quando eu comecei a entender do mundo eu sentia muita vontade de estar com minha mãe. Ás vezes sentia inveja dos meus colegas de escola, porque suas mães iam buscá-los, e eu sempre era outras pessoas diferentes que iam me buscar. Eu sempre me achava diferente das outras crianças por causa disso.
Também tive problema com meu pai porque ele bebia muito, e isso me deixava ainda mais chateada. Nosso contato era somente quando ele estava sóbrio, apesar de que quando ele bebia nunca foi agressivo ou coisa parecida comigo, só era muito inconveniente. Mas hoje em dia já superei a bebida do meu pai, porque ele parou de beber, vive bem sem problemas com bebida. Fico muito feliz por ele ter tido essa conquista. Não sou revoltado com esse acontecimento da minha vida. Tive que batalhar muito para que as pessoas me percebessem, me notasse, e por mais que me esforçasse, ainda não era tão reconhecida, a maioria das vezes eu precisa dizer “ fui eu que fiz ” ou então “ ficou legal? ”. Tinha que fazer tudo que as pessoas mandavam, como se eu fosse sempre a empregada do momento, e isso me deixava muito chateada.
Sou uma pessoa bastante prestativa, me adapto bem a certas situações e a alguns ambientes. Já fui uma pessoa muito tranqüila, mas devida algumas experiências que tive na vida, estou me tornando uma pessoa muito impaciente e briguenta,quando tenho raiva, por exemplo, fico uma fera, sobra pra quem estar por perto. Às vezes exagero nas minhas reivindicações e acabo machucando pessoas que amo e que nem mereciam ter escutado, tendo sempre que pedir desculpas mesmo achando que estou certa, mas faço isso só para agradar e evitar mais conflito. Por muitas vezes gero a confusão e acabo tendo que apaziguar a situação, às vezes é ate engraçado.
Ao contrário da descrição do tipo dois sou muito carente e faço questão de receber carinho e atenção o tempo todo. E quem sofre bastante nessa parte é meu marido, pois cobro muito dele e às vezes torno-me inconveniente em certas situações.
Sou muito incomoda por ter passado a minha adolescência na casa dos meus familiares, não me sentia a vontade, estava sempre triste e chateada, foram muitos anos assim, mas hoje em dia já superei isso, e estou muito feliz por essa realização.
Não me considero uma pessoa bajuladora, mas às vezes tenho um grande problema em dizer não às pessoas que precisam muito de mim, e por muitos momentos me sinto bem em relação a isso, porque eu gosto que elas dependam de mim, mas depois que elas perturbam bastante, eu acabo ficando chateada porque elas só fazem as coisas se for através da minha ajuda. Isso parece muito estranho, mas eu me sinto assim.

Aluna: Evilânia Silva Freire

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