Hoje iremos encerrar os tipos racionais conhecendo a personalidade do tipo 7 e daremos início ao estudo do tipos práticos que são o 8, 9 e 1. Vejamos então:
O tipo 7 é aquele que quer ser visto como uma pessoa feliz, uma eterna criança. É imaginativa, criativa, alegre e está sempre em busca do que a vida tem de melhor.
É muito tagarela, tem uma grande capacidade de inventar histórias para tornar o assunto ainda mais engraçado.
Por ser assim, tão alto-astral, não gosta de sofrer e nem de entrar em contato com os sofrimentos dos outros, por isso, muitas vezes são vistas como pessoas insensíveis, pois em momentos de sofrimento e tensão sempre dão um jeitinho de quebrar o gelo e vê o lado cômico das coisas.
O tipo 7 é muito positivo, acredita tanto que as coisas irão dá certo, que é justamente isso que acaba acontecendo. Ele adora ajudar os outros a usufruir o lado bom da vida.
Tanto no trabalho como no namoro, se entusiasma com o início, pois é o que lhe dá mais prazer, depois vão perdendo o interesse por conta da monotonia. Mas na verdade, esse jeito humorístico de ser do tipo 7 é uma espécie de arma que ele usa para proteger-se das agressões, medos e sofrimentos. Isso tudo se explica pelo forte medo que o tipo 7 deva ter sentido na sua infância, talvez nos primeiros meses de vida tenha vivido a experiência de quase morte, de intenso sofrimento, por esse motivo, na vida adulta foge de qualquer situação que possa lhe fazer sofrer, então o tipo 7 é daquele tipo de pessoa que nunca cresce, não se permite passar por determinadas situações que nos amadurecem, criando e idealizando coisas que amenizam essas situações
Agora veremos os três últimos tipos, que são os práticos 8, 9 e 1. Geralmente são pessoas dinâmicas e preocupadas em ter poder, pois se sentem muito insignificantes. Comecemos então pelo tipo 8:
São pessoas fortes, que dizem o que pensam e não levam desaforo para casa. Eles querem que as pessoas o vejam como alguém assim mesmo. Sua forma de estabelecer contato com as pessoas é “cutucando”, para saber que é forte e quem é fraco, pois adora se aliar aos fortes e defender os oprimidos.
Quando gosta ou não de alguém diz na cara mesmo, não tem “papas” na língua. Mas já com os seus sentimentos, guarda-os e demonstra-os somente para a família.
Na amizade é bastante sincero e gosta que também sejam com ele, é solidário com os que se esforçam e não têm pena dos que são preguiçosos.
O tipo 8 não demonstra o amor com o coração, mas sim pela ação, proteção e dando o seu melhor. No trabalho são pessoas determinadas, seu primeiro intuito é agir e não pensar, por isso, as pessoas que o rodeiam podem muitas vezes se sentirem oprimidas. Talvez por que na infância, o tipo 8 teve que trabalhar muito cedo, e com isso, sentiu-se oprimida, cresceu com um sentimento de insignificância e quer se vingar do mundo, procurando sempre um culpado a quem possa culpar. Essa fraqueza do tipo 8, o faz construir uma máscara de pessoa forte, enxergando o outro como objeto, não consegue ter compaixão com a fraqueza alheia e acha que todo mundo tem que conseguir as coisas lutando, assim como ele.
Já o tipo 9 não tem tanta energia, adora uma sombra e água fresca. Está sempre satisfeito com as coisas e são pessoas bastante sinceras, sempre expondo seu ponto de vista, mas de uma forma sensível, sem agredir ninguém.
Têm os sentimentos de ira reprimidos e são capazes de guardar suas raivas por muitos e muitos anos, sendo que um dia, poderá explodir. Sabem ouvir as pessoas e ver os pontos positivos e negativos dos dois lados, ficando imparciais.
Como são pessoas sinceras e ingênuas, não têm maldade, por isso são às vezes, enganadas. Não têm um foco na vida, pois a sua é dispersa, sendo capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
O tipo 9 não consegue se desligar do passado, talvez por que na infância sentiu-se desconsiderado, pois pode ter vivido em um lar cheio de confusões, querendo se desligar desse sentimento. Este tipo é tão humilde que esquece até de si. Seu pecado de raiz é a preguiça e a moleza, para ele não vale a pena se esforçar para mudar o mundo, isso seria cansativo demais.
Finalizando temos o tipo 1, este tipo acha que está sempre com a razão, pois faz sempre as coisas certas. Tem um estado de falar moralizante e está sempre dando lição de moral para as pessoas. Carrega consigo um sentimento de culpa, é como uma voz interior que lhe cobra o tempo todo.
No trabalho são pessoas organizadas, éticas e econômicas. Com os amigos são companheiros e leais e tem paciência com quem reconhece seus erros. São pessoas perfeccionistas, que se cobram e se criticam o tempo todo, detestam chegar atrasados nos lugares.
O tipo 1 tem uma grande dificuldade em aceitar as suas imperfeições e as dos outros também, talvez por que na infância foram colocadas a altas expectativas, eram crianças modelos, por isso busca a perfeição, pois se sentiram irritadas e não podiam demonstrar essa irritação, sendo assim, o seu grande desafio, resgatar sua alegria.
Após conhecer a descrição de todos os tipos, fiquei bastante impressionada e aliviada, pois até o último momento não conseguia me encontrar por inteiro em um só, foi então que o tipo 1 mostrou exatamente meu tipo de personalidade. Até mesmo no momento em que o professor falou da infância, me recordei de momentos exatamente iguais aos do exemplo dado, sinto sim, uma cobrança interna de ser “perfeita”, e isso me deixa muitas vezes frustrada, quando me descubro imperfeita igual aos demais, seja em grandes ou pequenas coisas. Detesto chegar atrasada em meus compromissos, tanto é que coloco o despertador do celular pra despertar, mas acabo acordando vinte, quinze minutos antes de ele alarmar. Costumo reprimir a raiva, pois não quero que as pessoas me vejam como uma pessoa agressiva e acabo explodindo por qualquer coisa. Geralmente as críticas dos outros não me deixam com raiva mas sim, muito magoada comigo mesma.
Ana Paula Pitombeira
Limoeiro do Norte - Ce
sábado, 22 de janeiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário