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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Minha Infância"

"Minha Infância"

"o passado é nossa base;
o presente nosso material de trabalho;
O futuro é nosso objetivo."
(Autor desconhecido)
Todos nós construimos sonhos para o futuro,mas usamos sempre como base o nosso passado. Estamos sempre olhando para o que passou no objetivo de melhorar, de tornar o futuro um espaço mais agradável. Como mostra o eneagrama, a nossa infancia determina muito na pessoa que somos hoje, o que sofremos quando crianças marca a nossa vida, e se não tivermos a oportunidade de conhecer algum caminho que nos leve ao conhecimento proprio, e até a transformação, seremos talvez pessoas limitadas que pouco admitem suas falhas e que sofrem interiormente por algo nao resolvido.

Ao estudar o eneagrama pude conhecer meu tipo e com isso voltar ao passado, exatamente na minha infância e relembrar momentos pelos quais passei que me fizeram entender um pouco da pessoa que sou.É incrível como tudo realmente se encaixa!!!

Por eu ser muito sensivel, as vezes, ficava irritada com tudo, e quase sempre colocava a culpa em alguem, achava que os outros não ne entendiam, "o problema era as pessoas que não conseguiam me corresponder à altura,(risos), e estava constantemente tentando resolver essas questões emocionais. Confesso que sentia necessidade de ajuda, queria encontrar um jeito de resolver, porque, embora eu me chateasse com os outros, no fundo eu sabia que o problema estava em mim, mas não encontrava esse jeito, o tempo ia passando e eu da mesma forma. Até que conheci o eneagrama e fui despertada para rever meus conflitos, olhando para minha infância, e foi exatamente aí que me deparei com um fato acontecido aos meus quatro anos de idade, quando ganhei um irmaozinho. Aquela criança era a alegria da casa, era tudo que tinhamos de mais precioso nas nossas vidas, e eu estava muito feliz com isso, mas nos deparemos com uma situação muito delicada, ele nasceu doente, e para a nossa tristeza sobreviveu apenas vinte três dias de nascido. Essa situação se agravou ainda mais, quando minha mãe pegou depressão, eu ainda muito pequena lhe via chorando pelos cantos da casa a todo tempo, começei a sofrer tambem, muitas vezes, ela chegava a me preparar para sua morte, dizia que eu tinha que ser forte e cuidar do meu pai, aquilo doía em mim, que ouvia e guardava. Todas essas coisas me fizeram crescer com medo de sofrer, e desenvolveu meu lado solidário. Hoje, sou aquela pessoa que se preocupa demais com a dor do proximo, e se dá ao máximo, na intenção de suprir sua carencia propria, mas é um esforço inútil, porque dou na esperança de receber, e quando isso não acontece, me sinto decepcionada, e muito decepcionada mesmo. Quando alguem me ofende deixo de ser aquela pessoa amável, e me torno ofensiva, mas isso me deixa triste, pois o que eu mais preciso é de amor,carinho e reconhecimento.

Depois de um tempo, minha mãe foi curada, eu ganhei muito com isso, aliás, todos nós, mas essa marca ficou em mim até hoje guardada, estava escondida em um lugar que não conhecia, e só fui capaz de achá-la ao estudar o eneagrama. Desde então, abri os olhos e compreendi que não posso mudar meu passado, mas posso usá-lo para melhorar meu futuro, e uma vez, sabendo o principio de onde vem minha dor, posso enfrentá-lo, lutando para não me desequilibrar, mas para ser uma pessoa que tenta se controlar, sabendo que pode superar qualquer coisa, inclusive a si mesma.

Bom... Ainda não contei diretamente a qual tipo faço parte, mas dei dicas ao falar da minha história. Acredito que perceberam que sou do tipo emocional, aquela pessoa carente, amável, dadora,,, e aí, vão arriscar?

Se você pensou no tipo 2, acertou!!! Mas veja bem, com tudo que aprendi, não serei capaz de ser a mesma, quero trabalhar meus outros tipos e desenvolvê-los para me tornar uma pessoa melhor. É possível, vamos nessa!


Autora: Francisca Adelândia Alves Pinheiro









"o passado é nossa base;
o presente nosso material de trabalho;
O futuro é nosso objetivo."
(Autor desconhecido)
Todos nós construimos sonhos para o futuro,mas usamos sempre como base o nosso passado. Estamos sempre olhando para o que passou no objetivo de melhorar, de tornar o futuro um espaço mais agradável. Como mostra o eneagrama, a nossa infancia determina muito na pessoa que somos hoje, o que sofremos quando crianças marca a nossa vida, e se não tivermos a oportunidade de conhecer algum caminho que nos leve ao conhecimento proprio, e até a transformação, seremos talvez pessoas limitadas que pouco admitem suas falhas e que sofrem interiormente por algo nao resolvido.

Ao estudar o eneagrama pude conhecer meu tipo e com isso voltar ao passado, exatamente na minha infância e relembrar momentos pelos quais passei que me fizeram entender um pouco da pessoa que sou.É incrível como tudo realmente se encaixa!!!

Por eu ser muito sensivel, as vezes, ficava irritada com tudo, e quase sempre colocava a culpa em alguem, achava que os outros não ne entendiam, "o problema era as pessoas que não conseguiam me corresponder à altura,(risos), e estava constantemente tentando resolver essas questões emocionais. Confesso que sentia necessidade de ajuda, queria encontrar um jeito de resolver, porque, embora eu me chateasse com os outros, no fundo eu sabia que o problema estava em mim, mas não encontrava esse jeito, o tempo ia passando e eu da mesma forma. Até que conheci o eneagrama e fui despertada para rever meus conflitos, olhando para minha infância, e foi exatamente aí que me deparei com um fato acontecido aos meus quatro anos de idade, quando ganhei um irmaozinho. Aquela criança era a alegria da casa, era tudo que tinhamos de mais precioso nas nossas vidas, e eu estava muito feliz com isso, mas nos deparemos com uma situação muito delicada, ele nasceu doente, e para a nossa tristeza sobreviveu apenas vinte três dias de nascido. Essa situação se agravou ainda mais, quando minha mãe pegou depressão, eu ainda muito pequena lhe via chorando pelos cantos da casa a todo tempo, começei a sofrer tambem, muitas vezes, ela chegava a me preparar para sua morte, dizia que eu tinha que ser forte e cuidar do meu pai, aquilo doía em mim, que ouvia e guardava. Todas essas coisas me fizeram crescer com medo de sofrer, e desenvolveu meu lado solidário. Hoje, sou aquela pessoa que se preocupa demais com a dor do proximo, e se dá ao máximo, na intenção de suprir sua carencia propria, mas é um esforço inútil, porque dou na esperança de receber, e quando isso não acontece, me sinto decepcionada, e muito decepcionada mesmo. Quando alguem me ofende deixo de ser aquela pessoa amável, e me torno ofensiva, mas isso me deixa triste, pois o que eu mais preciso é de amor,carinho e reconhecimento.

Depois de um tempo, minha mãe foi curada, eu ganhei muito com isso, aliás, todos nós, mas essa marca ficou em mim até hoje guardada, estava escondida em um lugar que não conhecia, e só fui capaz de achá-la ao estudar o eneagrama. Desde então, abri os olhos e compreendi que não posso mudar meu passado, mas posso usá-lo para melhorar meu futuro, e uma vez, sabendo o principio de onde vem minha dor, posso enfrentá-lo, lutando para não me desequilibrar, mas para ser uma pessoa que tenta se controlar, sabendo que pode superar qualquer coisa, inclusive a si mesma.

Bom... Ainda não contei diretamente a qual tipo faço parte, mas dei dicas ao falar da minha história. Acredito que perceberam que sou do tipo emocional, aquela pessoa carente, amável, dadora,,, e aí, vão arriscar?

Se você pensou no tipo 2, acertou!!! Mas veja bem, com tudo que aprendi, não serei capaz de ser a mesma, quero trabalhar meus outros tipos e desenvolvê-los para me tornar uma pessoa melhor. É possível, vamos nessa!


Autora: Francisca Adelândia Alves Pinheiro

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