quinta-feira, 27 de maio de 2010
Quixadá-Ce
Cidade da região dos Sertões Cearenses, microrregião dos Sertões de Quixeramobim. Foi desmembrada de Quixeramobim em 17/08/1889, está a 189m de altitude, 167 Km distante de Fortaleza, tem clima semi-árido e em 2007 o IBGE estima sua população em 74.660 habitantes. O município é rico em monolitos (formações rochosas que se forma isoladas em meio a uma paisagem). O mais famoso é a Pedra da Galinha, que tem esse nome devido ao seu formato.
Municípios limítrofes Norte: Itapiúna, Noroeste: Choró, Oeste: Quixeramobim, Sul: Banabuiú, Leste: Ibicuitinga, Nordeste: Ibaretama
Distância até a capital 167 quilômetros
Quixadá está localizada no Sertão Central Cearense. Uma de suas características mais marcantes são formações rochosas, os monólitos nos mais diversos formatos que “quebram” a aparente monotonia da paisagem sertaneja. É também conhecida por ser a terra de escritores como Jáder Carvalho e Rachel de Queiroz que, apesar de ter nascido em Fortaleza (capital do Ceará), possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a constantemente, quando se hospedava em sua Fazenda Não Me Deixes, que herdou de seu pai, Daniel de Queiroz.
Toponímia
Apenas uma definição é consenso quanto à origem do nome Quixadá. É uma palavra derivada de alguma das línguas indígenas faladas no território cearense antes do descobrimento. Exceto isto, há grandes controvérsias. Em alguns documentos antigos figura como Queixadá, Quixedá, Quixedæ e Quixadæ. Para Paulino Nogueira, em seu livro Vocabulário Indígena em Uso na Província do Ceará (1887), presume que o nome vem da tribo Tapuia dos Quixaras, também conhecida com Quixadás. Segundo Carl von Martius, é derivada de Quixeurá, que significa "Oh! Eu sou o Senhor, Qui = oh, Xé = eu e Uará = senhor, tendo-se corrompido em Quixadá.
Para Teodoro Sampaio, em seu livro O Tupi na Geografia Nacional, disse que a palavra pertence a língua cariri e que, por não haver qualquer registros, não é possível afirmar significado exato. Thomaz Pompeu Sobrinho atribuiu, em princípio, a esse topônimo a origem tupicomo Quichaitá, com a seguinte interpretação: Qui = ponta, Chai = gancho ou torcida e Ita = pedra, donde se conclui: pedra da ponta encurvada ou torcida. Essa interpretação estão relacionadas à paisagem quixadaense onde existem pedras singulares como por exemplo, a "Galinha Choca", conhecida anteriormente como "Bico de Arara", além disso, segundo o autor, também pode ser a corruptela da palavra queixada ou quintal de rocha. Eusébio de Sousa também diz ser o vocábulo de origem tupi-guarani que significa pedra da ponta curvada. Os antigos habitantes falavam em Curral de Pedra, haja vista a localização da cidade que de fato, está cercada de pedras.
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